Não só sou poeta (parte I )

Não só sou poeta
Como é somente poeta o que sou
Aquilo pelo que me chamava ontem
Era a pausa entre um verso e outro

Este novo verso é o verso da chuva
E de como as noites, as chuvas e os beijos se conheceriam
Mesmo que eu não fosse poeta
Ou que eu não fosse nada

Ainda que eu não fosse poeta
Eu haveria de ser
Neste jardim que se chama a vida
Não reconheço o aroma das flores só com método
Mas com sensação

Gosto das sílabas sem contar
Não faço dívida da palavra dia com o nome de Maria
Já estou satisfeito em como soa “Expressão”

Que outros façam métricas e fórceps de rimas
Eu faço o verso livre parir uma geração inteira de novidades
Que outros coloquem palavras onde as palavras cabem
Eu coloco o sentimento na cisterna que transborda: o espírito.
E ofereço a mim mesmo, abrigo em estrofe

Quem dirá que não é esse um bom destino?
Minha sílaba natural é ser
Sou poeta ainda que calado

Teles Maciel
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2 thoughts on “Não só sou poeta (parte I )

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