Uma xícara de café

E em nome da felicidade eu lhe tomo
os males do cansaço me espantas
passa de bebida à poção,
de preguiça à tensão.

Um gole de êxtase instantâneo
e me embriago de lucidez
num ritual discreto,
mas repleto de magia.

E depois de tantas doses,
num movimento transformado em reflexo,
tenho meu cuspe escurecido
pelos seus grãos torrados.

Aos homens que o encontraram,
aos homens que o plantaram,
aos homens que o colheram e
aos homens que o torraram.

Grato, bebo e faço dessa
minha dose diária
de tudo aquilo que preciso
no meu dia de operário.

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