Um poema sobre o amor

Para que mais um poema sobre o amor
se o que sinto já foi transcrito por milhares…
poetas, músicos, escritores e pintores?

Um sentimento exaurido pela humanidade,
com o mais simples despertar
e o mais óbvio fim.

Observado de todos os ângulos, perspectivas e maneiras.
Colocado à prova pelos cientistas e teóricos,
mas presente no coração de todos que o testam.

É estranho observar que mesmo com toda essa carga anterior,
toda experiência vivida e repassada, há quem sofra por amor.
Há quem se desespere e deixe de dormir.

Diminua sua capacidade de reflexão à apenas sua paixão.
Escute nas músicas, leia nos poemas e observe na arte,
não o que foi deixado para o futuro,
mas o que o aflige no presente.

Se há algo questionável, não é o amor,
mas a fragilidade do homem perante ele,
a cegueira que este o causa,
fazendo-o cair em tantas armadilhas conhecidas.

É como o veneno que mata, como álcool que inebria,
como a luz que cega e o sol que queima.
É inevitável, impreciso, doloroso e imprevisível.
Por isso é desnecessário mais um poema sobre o amor…

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2 thoughts on “Um poema sobre o amor

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